quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ENTENDA UM POUCO SOBRE T.O.C TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO


TOC é a abreviação de Transtorno Obsessivo Compulsivo e sua principal característica são as obsessões ou compulsões recorrentes, suficientemente severas para consumirem tempo ou causar sofrimento acentuado ou prejuízo significativo.
Obsessões são pensamentos recorrentes e intrusivos, imagens repetidas e indesejadas ou idéias que invadem a consciência, que são vivenciados como inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento.
As mais comuns são pensamentos repetidos acerca de contaminação (por ex., ser contaminado em apertos de mãos), dúvidas repetidas (por ex., ter deixado uma porta destrancada), uma necessidade de organizar as coisas em determinada ordem, impulsos agressivos ou horrorizantes (por ex., de machucar o próprio filho ou gritar uma obscenidade na igreja) e imagens sexuais (por ex., uma imagem pornográfica recorrente).
O indivíduo com obsessões em geral tenta ignorar ou suprimir esses pensamentos ou impulsos neutralizando com algum outro pensamento ou ação por exemplo:Uma pessoa com dúvidas se desligou o gás do fogão, procura neutralizá-las verificando repetidamente para assegurar-se de que o fogão está desligado.
Compulsões são comportamentos repetitivos (por ex., lavar as mãos, ordenar, verificar) ou atos mentais (por ex., orar, contar, repetir palavras em silêncio) cujo objetivo é prevenir ou reduzir a ansiedade ou sofrimento, ao invés de oferecer prazer ou gratificação.
Após o ato compulsivo o paciente sente alivio temporário da ansiedade, mas alguns pacientes sentem desconforto no ritualizar.

Diagnostico: A presença de obsessões e compulsão não é suficiente para se fazer um diagnóstico do TOC, pois está presente em indivíduos normais. O diferencial é a freqüência e gravidade dos sintomas que dará para saber o grau de comprometimento funcional do paciente, no lazer, pessoal ou profissional.
É comum depressão no TOC, pois o paciente se isola das demais pessoas.

Fonte: DSMIV

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Síndrome do Pânico

Tem dúvidas sobre o que Ataque do Pânico?

Então leia um pouco do que vou escrever e se ainda surgirem dúvidas, mande mensagem ou me ligue. Terei imenso prazer em conhece-lo.


       Por ser repentino, o Ataque de Pânico, assusta. E por que não dizer apavora?     Sua característica essencial é o conjunto de sintomas que a pessoa sente.
O ataque começa de repente e aumenta rapidamente, atingindo um pico (em geral em 10 minutos) acompanhado por um sentimento de perigo ou catástrofe iminente e um anseio por escapar.
Quando a pessoa procura um clinico, geralmente relata a este, um medo intenso, medo de morrer, perder o controle, ter um ataque cardíaco ou acidente vascular encefálico ou "enlouquecer". Citam também, um desejo urgente de fugir de onde quer que o ataque esteja ocorrendo. Com ataques recorrentes, parte do intenso temor pode dissipar-se.
Os Ataques de Pânico podem ocorrer em uma variedade de Transtornos de Ansiedade (por ex., Transtorno de Pânico, Fobia Social, Fobia Específica, Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Transtorno de Estresse Agudo). Na determinação da importância diagnóstica diferencial de um Ataque de Pânico, é crucial considerar o contexto no qual ocorre o Ataque de Pânico.
- Critérios diagnósticos para Ataque de Pânico (DSM IV)

Para caracterizar um Ataque de Pânico tem que estar presentes 4 (quatro) ou mais dos seguintes sintomas.

(1) Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
(2) Sudorese
(3) Tremores ou abalos
(4) Sensações de falta de ar ou sufocamento
(5) Sensações de asfixia
(6) Dor ou desconforto torácico
(7) Náusea ou desconforto abdominal
(8) Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio
(9) Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (estar distanciado de si mesmo)
(10) Medo de perder o controle ou enlouquecer
(11) Medo de morrer
(12) Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento)
(13) Calafrios ou ondas de calor

Existem três tipos característicos de Ataques de Pânico, com diferentes relacionamentos entre o início do ataque e a presença ou ausência de ativadores situacionais:

Ataques de Pânico inesperados (não evocados), nos quais o início do Ataque de Pânico não está associado com um ativador situacional (isto é, ocorre espontaneamente, "vindo do nada"); A ocorrência de Ataques de Pânico inesperados é um requisito para o diagnóstico de Transtorno de Pânico (com ou sem Agorafobia).
Ataques de Pânico ligados a situações (evocados), nos quais o Ataque de Pânico ocorre quase que invariavelmente, logo após a exposição ou antecipação a um evocador ou ativador situacional (por ex., ver uma cobra ou um cão sempre ativa um Ataque de Pânico imediato); esses ataques são mais característicos da fobia social e fobia especifica.
Ataques de Pânico predispostos pela situação, que tendem mais a ocorrer na exposição ao evocador ou ativador situacional, mas não estão invariavelmente associados ao evocador e não ocorrem necessariamente após a exposição. (Ex.os ataques tendem mais a ocorrer quando o indivíduo está dirigindo, mas existem momentos em que a pessoa dirige e não tem um Ataque de Pânico ou momentos em que o Ataque de Pânico ocorre após dirigir por meia hora). Esses ataques são especialmente freqüentes no Transtorno de Pânico, mas às vezes podem ocorrer na Fobia Específica ou Fobia Social.

O diagnóstico diferencial de Ataques de Pânico é complicado pelo fato de nem sempre existir um relacionamento exclusivo entre o diagnóstico e o tipo de Ataque de Pânico. Por exemplo, embora o Transtorno de Pânico por definição exija que pelo menos alguns dos Ataques de Pânico sejam inesperados, os indivíduos com Transtorno de Pânico muitas vezes relatam ataques ligados a situações, particularmente no curso mais tardio do transtorno. 

 
Fonte: DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

EXPLICANDO O QUE SIGNIFICA INSTIUIÇÃO DO LONGA PERMANÊNCIA




Instituições de longa permanência para idosos (ILPIs), conhecidas também como: “asilos”, “casas de repouso”, “casas de velhinhos”, “ancionatos”, “lares para idosos”, “cidades dos velhinhos”, “recantos” etc. 
É importante saber que são instituições de natureza governamental ou não governamental, de caráter residencial, destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar, em condição de liberdade, dignidade e cidadania. São voltadas para o cuidado integral de pessoas, dependentes ou independentes, que não dispõem de condições para permanecer em seu domicilio.
São consideradas um sistema social organizacional, promovendo uma assistência que atende às necessidades dos idosos da forma mais ampla possível, desde os cuidados básicos da enfermagem à integração da equipe multidisciplinar, que também está envolvida no planejamento e execução dos cuidados, visando o bem-estar e a satisfação dos idosos.
É senso comum, portanto, que o indivíduo idoso deve ser mantido, preferencialmente, no âmbito de seu domicílio, mas há casos que o asilamento se torna uma opção viável, por exemplo, quando no lar não há quem cuide desse idoso.

Fontes: Ministério da Saúde, Estatuto do Idoso e artigos complementares.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Quando procurar um psicólogo?




     Muitas pessoas possuem dúvidas sobre quando devem procurar um psicólogo. 
        Sabemos que ainda hoje, há um preconceito de que quem vai ao psicólogo é “louco”. 
Isto faz com que algumas pessoas deixem de ir ou quem vai, não conta a ninguém. Infelizmente este preconceito impede muitas pessoas de se beneficiar de um trabalho terapêutico.

    Ter boa saúde psíquica é também ter saúde física, pois somos corpo e mente trabalhando juntos. 
    Não hesite em procurar um psicólogo se estiver sentindo dificuldades de lidar com questões do dia a dia, sentindo angústia, falta de interesse, medo ou ansiedade excessiva. 
  Fazer psicoterapia é investir no autoconhecimento e autorealização.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

VOLTA ÁS AULAS


     Acabaram as férias, para algumas mães é um alivio quando começam as aulas, pois elas já não aguentavam mais os filhos em casa, brigando, grudados na TV, no computador, na piscina do prédio, enfim...
   Na verdade é a rotina que nos cansa, durante as aulas também nos cansamos de levá-los a escola, de pensar no que mandar de lanche, de ajudá-los na lição de casa, etc..
   O importante é organizar melhor nosso dia para evitar o estresse da rotina, valorizando os momentos, que estamos juntos de nossos filhos, independente do que está em jogo, se são férias ou o dia-a-dia.

BOM DIA!!!


Olá meus amigos.


        Desculpe o tempo que estive ausente, mas com sabem Férias escolares, Férias do marido, e por ai vai.... as mulheres que trabalham fora e donas de casa assim como eu, sabem do que estou falando. Os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro são atípicos.
       Atípicos em termos de compras, de contas para pagar, de férias escolares, exames de rotina em laboratórios médicos (Geralmente, usamos esses meses para colocarmos nossos exames de rotina em ordem) Sem contar imprevistos de diversas ordens.
        Como dizem... "o ano para os brasileiros começa em Março" bom então temos ainda o mes de Fevereiro inteiro para nos divertir rsrsrs.
         
         Vou escrever alguns mini artigos e no final da tarde coloco a disposição aqui no blog.

                                                   BOM DIA!!!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

METAS


        Como diz o ditado: “Ano novo, vida nova”. O que podemos entender dessa frase? Podemos pensar em estabelecer metas para nortear e ir ao encontro delas ou podemos pensar em fazer os planos um pouco diferentes do que fizemos no ano que se passou.
       Ao estabelecer novas metas, é preciso ir realizando-as de acordo com seus graus de dificuldade. Tem metas que estabelecemos, mas não cumprimos, porque são coisas que requerem um prazo para que elas aconteçam. Se a meta é fazer faxina na casa, jogar fora o que não usamos ou comprar uma roupa que estávamos querendo, estas com certeza serão mais fáceis do que a meta de, por exemplo, comprar uma casa ou um carro, estas que requerem mais trabalho para economizar e juntar a quantidade de recursos financeiros possíveis para a realização dessa meta ou sonho.
   Montar uma lista de desejos ou metas para o ano é importante, mas importante também é organizá-las por ordem de prioridades ou por ordem de viabilidade. Existem desejos, sonhos ou metas a curto prazo ou a longo prazo, por isso a necessidade de uma lista. Esta o ajudará a pensar na possibilidade de como conquistá-las ou do que é preciso para torná-las realidade.
     Lembre-se que a expressão “longo prazo” não significa que ela não pode ser alcançada ou que esse prazo é muito longo, mas, sim, que é mais trabalhosa porque requer recursos que não temos no momento.
    Para quem já estabeleceu metas e se organizou: parabéns, mãos a obra. Para que ainda não organizou, ainda há tempo e boa sorte.

sábado, 12 de janeiro de 2013

O Escutar


Há algum tempo recebi um email de uma amiga, justamente quando estava pensando no que escrever... Quando li achei muito interessante, pois há alguns dias uma pessoa, com quem conversava, falava sobre o ato de escutar, ela dizia que se escutássemos mais os outros com certeza o mundo seria melhor.
Essa crônica intitulada “Escutatório”, de Ruben Alves, fala sobre o escutar. Segue um parágrafo do que ele dizia e para saber mais acessem http://www.rubemalves.com.br/escutatorio.htm, pois vale a pena.

“Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.”
E assim segue ele contando uma história sobre duas senhoras que conversavam no ônibus relatando seu acontecimento e a outra depois de ouvir, em vez de dar uma palavra de apoio disse: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

E continua: “Parafraseio o Alberto Caeiro: ‘Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma’. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.”
Bom, essa foi só uma degustação. Para quem quiser saber o restante da crônica acessem o site acima.