sábado, 23 de fevereiro de 2013

Síndrome do Pânico

Tem dúvidas sobre o que Ataque do Pânico?

Então leia um pouco do que vou escrever e se ainda surgirem dúvidas, mande mensagem ou me ligue. Terei imenso prazer em conhece-lo.


       Por ser repentino, o Ataque de Pânico, assusta. E por que não dizer apavora?     Sua característica essencial é o conjunto de sintomas que a pessoa sente.
O ataque começa de repente e aumenta rapidamente, atingindo um pico (em geral em 10 minutos) acompanhado por um sentimento de perigo ou catástrofe iminente e um anseio por escapar.
Quando a pessoa procura um clinico, geralmente relata a este, um medo intenso, medo de morrer, perder o controle, ter um ataque cardíaco ou acidente vascular encefálico ou "enlouquecer". Citam também, um desejo urgente de fugir de onde quer que o ataque esteja ocorrendo. Com ataques recorrentes, parte do intenso temor pode dissipar-se.
Os Ataques de Pânico podem ocorrer em uma variedade de Transtornos de Ansiedade (por ex., Transtorno de Pânico, Fobia Social, Fobia Específica, Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Transtorno de Estresse Agudo). Na determinação da importância diagnóstica diferencial de um Ataque de Pânico, é crucial considerar o contexto no qual ocorre o Ataque de Pânico.
- Critérios diagnósticos para Ataque de Pânico (DSM IV)

Para caracterizar um Ataque de Pânico tem que estar presentes 4 (quatro) ou mais dos seguintes sintomas.

(1) Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
(2) Sudorese
(3) Tremores ou abalos
(4) Sensações de falta de ar ou sufocamento
(5) Sensações de asfixia
(6) Dor ou desconforto torácico
(7) Náusea ou desconforto abdominal
(8) Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio
(9) Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (estar distanciado de si mesmo)
(10) Medo de perder o controle ou enlouquecer
(11) Medo de morrer
(12) Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento)
(13) Calafrios ou ondas de calor

Existem três tipos característicos de Ataques de Pânico, com diferentes relacionamentos entre o início do ataque e a presença ou ausência de ativadores situacionais:

Ataques de Pânico inesperados (não evocados), nos quais o início do Ataque de Pânico não está associado com um ativador situacional (isto é, ocorre espontaneamente, "vindo do nada"); A ocorrência de Ataques de Pânico inesperados é um requisito para o diagnóstico de Transtorno de Pânico (com ou sem Agorafobia).
Ataques de Pânico ligados a situações (evocados), nos quais o Ataque de Pânico ocorre quase que invariavelmente, logo após a exposição ou antecipação a um evocador ou ativador situacional (por ex., ver uma cobra ou um cão sempre ativa um Ataque de Pânico imediato); esses ataques são mais característicos da fobia social e fobia especifica.
Ataques de Pânico predispostos pela situação, que tendem mais a ocorrer na exposição ao evocador ou ativador situacional, mas não estão invariavelmente associados ao evocador e não ocorrem necessariamente após a exposição. (Ex.os ataques tendem mais a ocorrer quando o indivíduo está dirigindo, mas existem momentos em que a pessoa dirige e não tem um Ataque de Pânico ou momentos em que o Ataque de Pânico ocorre após dirigir por meia hora). Esses ataques são especialmente freqüentes no Transtorno de Pânico, mas às vezes podem ocorrer na Fobia Específica ou Fobia Social.

O diagnóstico diferencial de Ataques de Pânico é complicado pelo fato de nem sempre existir um relacionamento exclusivo entre o diagnóstico e o tipo de Ataque de Pânico. Por exemplo, embora o Transtorno de Pânico por definição exija que pelo menos alguns dos Ataques de Pânico sejam inesperados, os indivíduos com Transtorno de Pânico muitas vezes relatam ataques ligados a situações, particularmente no curso mais tardio do transtorno. 

 
Fonte: DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais)

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