Domingo, final de tarde, tudo estava correndo muito bem, até que meu marido pediu para que meu filho o deixasse usar o computador, pois precisava imprimir alguns currículos. Foi neste momento que paz deixou de reinar. Meu filho respondeu “Pai agora não dá, estou baixando uns joguinhos”. Meu marido respondeu gritando “Tem que ser agora!”. Pronto! Foi o motivo de uma discussão que durou horas.
O relato acima é fictício, qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência, pois brigas em família são normais, o que não pode acontecer são brigas onde as pessoas desrespeitam as outras agredindo com palavrões ou com agressões físicas. Essas desavenças acontecem porque cada membro tem seu orgulho próprio e sua teimosia evitando assim que cheguem a uma decisão rápida e lógica, ninguém quer ceder, pois todos querem sempre ter razão e ganhar a “batalha”.
Sabemos que, às vezes, falamos algo e, vendo a encrenca que deu, dizemos a nós mesmos “Deveria ter ficado quieta”, mas será que essa é a melhor solução, ou seja, ser submisso a tudo o que os outros dizem, ou será que vamos ter que nos “policiar” para evitar dizer palavras que podem gerar um desentendimento?
Se a briga é do casal, os filhos devem não se intrometer, como diz o ditado: “briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, deixem que eles resolvam sozinhos, exceto em casos de agressão física. Quando a briga é entre irmãos o importante é entender que essas brigas são naturais, porque eles brigam por espaço, por opinião, enfim, por qualquer motivo, o importante é os pais evitarem tomar partido, ficar de fora, e manter um diálogo, mostrando que deve haver respeito entre eles e que são pessoas com personalidades e gostos diferentes, por isso a divergência de opiniões.
Deste modo, o importante não é tentar encontrar justificativas, e sim soluções. Quem se fixa no problema, além de não resolver, pode causar outro, pois ninguém gosta de olhar as pessoas ruminando a mesma história.
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